Chovia forte e a minha pessoa estava chocada. Foi no dia em que ela, a minha pessoa, descobriu que ele, Sugar Frog Dad, tinha mais filhos do que o conhecido. Veja bem, o filho já existia antes da minha pessoa existir na vida dele, mas tinha permanecido escondido, como um filhote de canguru roncando na bolsa marsupial de sua mãe ou, no caso, pai.
Sugar Frog Dad jurava de pés juntos, e por e-mail, que havia mencionado à minha pessoa a existência do filhote. Quando!? A minha pessoa tem excelente memória e não lembrava do registro de nenhuma informação a respeito do bebê canguru adormecido. Na tal festa em que nos esbarramos. Respondeu Sugar Frog Dad. Na primeira festa de todas!? Naquela, após 2.400 doses de qualquer coisa!? Perguntou a minha pessoa perplexa, enquanto contava dedinhos de filhotes/enteados e descobria já ter quase enchido uma mão. Sim, naquela mesma. Reforçou Sugar Frog Dad. Mas naquela qualquer um poderia ter contado qualquer coisa à minha pessoa que ela não iria lembrar de coisa nenhuma!
Foi quando caiu um raio, seguido por um relâmpago e depois por um trovão. Ou o contrário. Nunca sei a ordem dessas coisas. Mas o fato é que a luz sumiu e a comunicação internética foi interrompida. Chovia torrencialmente e a minha pessoa estarrecida e no escuro, contava e recontava filhotes, pensando em que dedinhos da mão ela enfiaria os filhotes próprios dela.
Como assim filhotes próprios dela!? Pirou!? Acho que sim. Mas esse foi o primeiro pensamento que assaltou a minha pessoa assustada e autômata. O segundo, foi ainda mais horripilante. E se a minha pessoa já estivesse fecunda de mais um filhote!? Dada a facilidade de Sugar Frog Dad em produzir réplicas de si mesmo, era capaz que ela engravidasse até por pensamento! E lá foi a minha pessoa fazer contas. Dessa vez, no calendário. Não, não era possível. Mas não dizem que essa coisa de filhote acontece quando mais impossível se acha que é!? Foi quando a minha pessoa aterrorizada, deu-se conta de que não queria enfiar os filhotes próprios dela na ninhada já super-lotada do Sugar Frog Dad. E assim parou de fazer contas, recolheu os dedinhos e decidiu-se pelo celibato em relação a Sugar Frog Dad. Era uma pena. Mas era mais seguro.
Foi quando caiu outro raio, outro trovão e outro relâmpago e alguma colega de auditório/escritório pegou a minha pessoa pela mão. A mesma mão exausta de ter os seus dedinhos contados. Vamos a um chá quase beneficente!? Sim, vamos. Respondeu a minha pessoa sem saber exatamente onde estava indo, até parar num über luxuoso quadriplex, com direito a palmeiras e piscina na entrada, e ser recebida por uma über linda/botocada/ex miss aposentada, de 2,20 m, que vinha a ser a proprietária do cafofo/anfitriã do chá/esposa de milionário gorducho, baixinho e setentão.
Devidamente instalada em uma poltrona acolhedora e após duas xícaras de chá de morango e quatro taças de champanhe rose, a minha pessoa levantou para fazer xixi cor-de- rosa. Foi quando caiu mais um raio, mais um trovão e mais um relâmpago e a razão do chá se fez presente, em forma de ex-modela/linda/quarentona/cativante/com cara de 22 (anos). Quase irritante, se ela não tivesse uma história tão triste. E mexicana. A modela havia casado com uma celebridade do México que praticamente a escravizava, enquanto consumia tóxicos. Eles tiveram uma filha. Ela vivia em cárcere privado, só sendo permitida a saída de casa por duas horas, para cliques em algum editorial de moda, mexicano. Ela fugiu do país com a filha. Elas voltaram para casa no Brasil. Mas a filha não pode sair do país até completar dezoito anos e, tudo indica, virar linda/modela/impecável/ com cara de 25 (porque com 18 tudo o que você quer é parecer mais velha), já que menores não saem desse país sem autorização dos dois genitores (Sugar Frog Dad, por exemplo, passará boa parte do tempo dele concedendo autorizações para viagens...). Mas, espera um pouco, qual o problema!? Será que não dá para fazer o sacrifício de esperar uma menina de oito completar dezoito para sair pelo mundo!? Aí é que entra a celeuma... O problema é que o namorado/redentor/gato/mais novo, que deve falar “te quero” com sotaque espânico no ouvido bem conservado dela, mora no Uruguai, gastou toda a fortuna montando um negócio no Uruguai e em razão da fuga não autorizada com a menor, eles estão impedidos de viver esse amor. No Uruguai.
A minha pessoa, atônita, já tinha desistido do xixi cor-de-rosa e se debulhava em lágrimas, segurando a mãozinha delicada da ex-modelona/impecável/conservada no formol. Mas que história mais triste!? Soluçava a minha pessoa solidária, já meio zonza, achando que deviam ter enfiado algum cogumelo naquele chá de morango rosa-intenso, esquecendo-se, por completo, da champa rosa-chá. Foi quando caiu mais um raio e a modelona resolveu apresentar o seu ganha pão, motivo do chá beneficente. Para sobreviver e fazer viagens regulares ao Uruguai, ela era representante de produtos afrodisíacos/phynos/discreto/feitos sob medida para madames que não entram em sexy shop. Em resumo, sacanagem travestida com elegância. E tome explicação do óleo que esfria com um sopro, o óleo que esquenta com uma massagem, bolinhas surreais que explodem no momento “x” e uma série de outras coisas inexplicáveis, que fizeram da minha imaginação um local muito limitado. Não, não, não, não! Pensou a minha pessoa. O que eu vou fazer com isso!? Agora sou celibatária! Sugar Frog Dad está proibido e até que me apareça um outro, que faça o test drive, dirija por um tempo, ganhe confiança na direção e encha o saco de dirigi-lo, ao ponto de precisar esquentar a relação com produtinhos “sechys”, essas coisas já perderam a validade! Mais um raio. Dessa vez, diretamente no bolso da minha pessoa, que saiu de lá soluçando mais que sapo ( e ainda achando que era tudo culpa do cogumelo enfiado no chá de morango...) e com um talco comestível sabor manga, acompanhado por uma pluma azul royal, presa em um cabinho de prata, em baixo do braço. O que fazer com isso!? A minha pessoa não fazia a mais remota idéia. Até chegar em casa, se enfiar em um pijama de moletom, calçar meia de dedinhos e irritar o focinho da cã com a pluma, fazendo-a espirrar, para, na seqüência, pegar no sono e sonhar. O sonho!? Bom, a minha pessoa sonhou que passava por um portal repleto por palmeiras imperiais enjauladas em vasos, raios, trovões, fugas mexicanas, tempestades, dedinhos da mão e chás de morango, até cair no escritório e assistir a um show da mais nova dupla sertaneja, Miss&Milionário, que cantava qualquer coisa, enquanto era acompanhada por filhotes de cangurus que não paravam de pular e de se multiplicar. Pára tudo! Eu acordei e a vida da minha pessoa já voltou ao normal, mas.... ela segue sem saber o que fazer com tal talco de manga comestível. Alguém tem alguma idéia!? Aceito sugestões e posso fazer doações. Do talco. Com a pluma.
Sugar Frog Dad jurava de pés juntos, e por e-mail, que havia mencionado à minha pessoa a existência do filhote. Quando!? A minha pessoa tem excelente memória e não lembrava do registro de nenhuma informação a respeito do bebê canguru adormecido. Na tal festa em que nos esbarramos. Respondeu Sugar Frog Dad. Na primeira festa de todas!? Naquela, após 2.400 doses de qualquer coisa!? Perguntou a minha pessoa perplexa, enquanto contava dedinhos de filhotes/enteados e descobria já ter quase enchido uma mão. Sim, naquela mesma. Reforçou Sugar Frog Dad. Mas naquela qualquer um poderia ter contado qualquer coisa à minha pessoa que ela não iria lembrar de coisa nenhuma!
Foi quando caiu um raio, seguido por um relâmpago e depois por um trovão. Ou o contrário. Nunca sei a ordem dessas coisas. Mas o fato é que a luz sumiu e a comunicação internética foi interrompida. Chovia torrencialmente e a minha pessoa estarrecida e no escuro, contava e recontava filhotes, pensando em que dedinhos da mão ela enfiaria os filhotes próprios dela.
Como assim filhotes próprios dela!? Pirou!? Acho que sim. Mas esse foi o primeiro pensamento que assaltou a minha pessoa assustada e autômata. O segundo, foi ainda mais horripilante. E se a minha pessoa já estivesse fecunda de mais um filhote!? Dada a facilidade de Sugar Frog Dad em produzir réplicas de si mesmo, era capaz que ela engravidasse até por pensamento! E lá foi a minha pessoa fazer contas. Dessa vez, no calendário. Não, não era possível. Mas não dizem que essa coisa de filhote acontece quando mais impossível se acha que é!? Foi quando a minha pessoa aterrorizada, deu-se conta de que não queria enfiar os filhotes próprios dela na ninhada já super-lotada do Sugar Frog Dad. E assim parou de fazer contas, recolheu os dedinhos e decidiu-se pelo celibato em relação a Sugar Frog Dad. Era uma pena. Mas era mais seguro.
Foi quando caiu outro raio, outro trovão e outro relâmpago e alguma colega de auditório/escritório pegou a minha pessoa pela mão. A mesma mão exausta de ter os seus dedinhos contados. Vamos a um chá quase beneficente!? Sim, vamos. Respondeu a minha pessoa sem saber exatamente onde estava indo, até parar num über luxuoso quadriplex, com direito a palmeiras e piscina na entrada, e ser recebida por uma über linda/botocada/ex miss aposentada, de 2,20 m, que vinha a ser a proprietária do cafofo/anfitriã do chá/esposa de milionário gorducho, baixinho e setentão.
Devidamente instalada em uma poltrona acolhedora e após duas xícaras de chá de morango e quatro taças de champanhe rose, a minha pessoa levantou para fazer xixi cor-de- rosa. Foi quando caiu mais um raio, mais um trovão e mais um relâmpago e a razão do chá se fez presente, em forma de ex-modela/linda/quarentona/cativante/com cara de 22 (anos). Quase irritante, se ela não tivesse uma história tão triste. E mexicana. A modela havia casado com uma celebridade do México que praticamente a escravizava, enquanto consumia tóxicos. Eles tiveram uma filha. Ela vivia em cárcere privado, só sendo permitida a saída de casa por duas horas, para cliques em algum editorial de moda, mexicano. Ela fugiu do país com a filha. Elas voltaram para casa no Brasil. Mas a filha não pode sair do país até completar dezoito anos e, tudo indica, virar linda/modela/impecável/ com cara de 25 (porque com 18 tudo o que você quer é parecer mais velha), já que menores não saem desse país sem autorização dos dois genitores (Sugar Frog Dad, por exemplo, passará boa parte do tempo dele concedendo autorizações para viagens...). Mas, espera um pouco, qual o problema!? Será que não dá para fazer o sacrifício de esperar uma menina de oito completar dezoito para sair pelo mundo!? Aí é que entra a celeuma... O problema é que o namorado/redentor/gato/mais novo, que deve falar “te quero” com sotaque espânico no ouvido bem conservado dela, mora no Uruguai, gastou toda a fortuna montando um negócio no Uruguai e em razão da fuga não autorizada com a menor, eles estão impedidos de viver esse amor. No Uruguai.
A minha pessoa, atônita, já tinha desistido do xixi cor-de-rosa e se debulhava em lágrimas, segurando a mãozinha delicada da ex-modelona/impecável/conservada no formol. Mas que história mais triste!? Soluçava a minha pessoa solidária, já meio zonza, achando que deviam ter enfiado algum cogumelo naquele chá de morango rosa-intenso, esquecendo-se, por completo, da champa rosa-chá. Foi quando caiu mais um raio e a modelona resolveu apresentar o seu ganha pão, motivo do chá beneficente. Para sobreviver e fazer viagens regulares ao Uruguai, ela era representante de produtos afrodisíacos/phynos/discreto/feitos sob medida para madames que não entram em sexy shop. Em resumo, sacanagem travestida com elegância. E tome explicação do óleo que esfria com um sopro, o óleo que esquenta com uma massagem, bolinhas surreais que explodem no momento “x” e uma série de outras coisas inexplicáveis, que fizeram da minha imaginação um local muito limitado. Não, não, não, não! Pensou a minha pessoa. O que eu vou fazer com isso!? Agora sou celibatária! Sugar Frog Dad está proibido e até que me apareça um outro, que faça o test drive, dirija por um tempo, ganhe confiança na direção e encha o saco de dirigi-lo, ao ponto de precisar esquentar a relação com produtinhos “sechys”, essas coisas já perderam a validade! Mais um raio. Dessa vez, diretamente no bolso da minha pessoa, que saiu de lá soluçando mais que sapo ( e ainda achando que era tudo culpa do cogumelo enfiado no chá de morango...) e com um talco comestível sabor manga, acompanhado por uma pluma azul royal, presa em um cabinho de prata, em baixo do braço. O que fazer com isso!? A minha pessoa não fazia a mais remota idéia. Até chegar em casa, se enfiar em um pijama de moletom, calçar meia de dedinhos e irritar o focinho da cã com a pluma, fazendo-a espirrar, para, na seqüência, pegar no sono e sonhar. O sonho!? Bom, a minha pessoa sonhou que passava por um portal repleto por palmeiras imperiais enjauladas em vasos, raios, trovões, fugas mexicanas, tempestades, dedinhos da mão e chás de morango, até cair no escritório e assistir a um show da mais nova dupla sertaneja, Miss&Milionário, que cantava qualquer coisa, enquanto era acompanhada por filhotes de cangurus que não paravam de pular e de se multiplicar. Pára tudo! Eu acordei e a vida da minha pessoa já voltou ao normal, mas.... ela segue sem saber o que fazer com tal talco de manga comestível. Alguém tem alguma idéia!? Aceito sugestões e posso fazer doações. Do talco. Com a pluma.
guarde bem guardado pra não usar com o Super Frog Dad!
ResponderExcluirMeu Deeeeeeeeeus!!!
ResponderExcluirA Beta está certa ...rs, amarre o sapo e guarde tudo tudo!...rs!
Vc escreve textos tão deliciosos que, primeiro: não consigo parar de ler, e segundo: é impossível não imaginar cada detalhe do que vc escreve...
Parabéns querida amiga "estranha" como eu!...rs
Beijos!