segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Novela da oito.

Sexta-feira à tarde, pegar um avião e aterrissar no Rio. Planos? Nenhum! Aliás, um só: tomar cerveja e sol, muito sol. Estava desejosa de cerveja e sol, de ser livre e despojada, sem horários e compromissos; sem grandes produções e eventos extraordinários, sem promessas e expectativas.
Por isso o finds começou com o último capítulo da novelinha auspiciosa, seguiu com um jantar divertido e de última hora com o meu pai no Gero e se arrastou, em plena madrugada, para a calçada do Jobi onde, juntamente com Juju, tomei o meu desejado chopinho.
Casa, sono e manhã gloriosa. Sair na pontinha dos pés, deixar nossa anfitriã fazendo soninho, tomar café luxuosamente delicioso e correr com vista para o Leblon. Na sequência, praia! Porque o dia cooperou e se fez lindo, deixando a gente lagartear até o sol esfriar e seguir para almoçar no Alessandro e Frederico, com vista para ele, meu ídolo, desde sempre e para sempre, Du Moscovis. E foi só essa visão se consolidar na minha frente para que eu me sentisse muito Helena, estreando a próxima novela do Manoel Carlos, aquela mesma, que começa amanhã. E nem adianta que eu vi primeiro e por isso mesmo tenho direito a ele, Du, como meu par romântico tanto na ficção, quanto na realidade. Ou não teria a menor graça, concordam!?
Banho e visual boho, seguir com as amigas para comer tapas, tomar claras e sangrias no Venga!, encontrar mais amigos queridos e de lá mudar para a mesma calçada do Jobi. E aí foi uma delícia! Tema da noite: a minha, a sua, a nossa novela favorita, o que gerou horas de papo furado, lembranças deliciosas, risadas imensuráveis, paquerinhas infrutíferas e aquela sensação de leveza que só alguns muios chopps e um dia bem aproveitado são capazes de oferecer.
Acabou? Não! Ainda tem mais, com uma manhã ainda mais ensolarada e café, em pé, no balcão da Talho Capixaba. Praia, praia e praia! Caldos mil e haja perícia para segurar o biquíni tomara que não caia. Água de coco e almoçar truta no restaurante mais vazio do circuito, porque o avião não espera gente atrasada.
Vestidão lindo, rasteirinha, jaqueta e cabelo molhado. Sentar mal humorada no meio do avião. Uma chatice chegar em cima da hora e não conseguir pegar nem janela, nem corredor. Qual o remédio? Abrir o livro e ler, ler, ler. Até levantar a cabeça para escutar melhor aquela música adorada, que pergunta “se você quer ser minha namorada”, para depois comentar “ai que linda namorada você poderia ser” e dar de cara com um gato, pedindo licença para sentar ao meu lado. Foi inevitável. Mais uma vez, eu me senti numa novela do Manoel Carlos, saindo do Leblon e ouvindo bossa nova, em dúvida entre o Du Moscovis e esse galã novo que o roteiro fez com que sentasse ao meu lado, abrisse uma revista e desse sempre um jeitinho de olhar para a passageira vizinha que, felizmente, o script cuidou que fosse a minha pessoa. Até que ele resolveu me perguntar se eu estava gostando do livro e fazer comentários (pertinentes!) sobre a minha leitura que ele, por sinal, já tinha lido. E de lá veio nome, ocupação, endereço, e o que foi fazer no Rio. Ele, no caso, escalar. Aaaiii meus sais! Charmoso, o moço era muito charmoso, alem de outras coisitas mais. E permaneceu ao meu lado, até o final do capítulo. Ajudou com a mala e partiu para as próximas cenas, sorrindo igual galã, enquanto dizia “até mais, moça, gostei de conhecê-la”. Não, ele não pediu meu telefone, mas isso nunca acontece nas novelas, não é mesmo!? Afinal, os pares romãnticos sempre acabam se esbarrando por aí, em alguma outra cena, como manda o destino e o Roteirista principal...

2 comentários:

  1. hummm, novela das 9, das 10, Supercine, Tela Quente na sequencia e, se Deus quiser, VALE A PENA VER DE NOVO!!!

    MAKTUBE...

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  2. Geeente, porque não colocar um cartãozinho seu com o número do voo e do livro no bolso do casaco dele, escondida?

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