Carrego uma Esperança no meu lenço de estrelinhas. Dádiva de quem caminha em baixo de árvores. Minúscula, verde e delicada. O meu inseto favorito. O único bem vindo. Passeie por onde quiser, querida, e deixe o seu rastro de bom presságio.
Melhor do que eu, outra que também gosta de Esperança, aliás, quem não gosta? Clarice, claro:
Melhor do que eu, outra que também gosta de Esperança, aliás, quem não gosta? Clarice, claro:
“... Mas como é bonito o inseto: mais pousa que vive, é um esqueletinho verde, e tem uma forma tão delicada que isso explica por que eu, que gosto de pegar nas coisas, nunca tentei pegá-la.
Uma vez, aliás, agora é que me lembro, uma esperança bem menor que esta, pousara no meu braço. Não senti nada, de tão leve que era, foi só visualmente que tomei consciência de sua presença. Encabulei com a delicadeza. Eu não mexia o braço e pensei: 'e essa agora? que devo fazer?' Em verdade nada fiz. Fiquei extremamente quieta como se uma flor tivesse nascido em mim. Depois não me lembro mais o que aconteceu. E, acho que não aconteceu nada.” Clarice Linspector, “Uma Esperança”, em “Felicidade Clandestina”.
Um finds cheio de bons presságios para todas as amigas! Tô com saudades de vocês...
Amém, querida Krys, amém.
ResponderExcluirLembro que falavamos, via e-mail, de príncipes, da vida, de crescimento.
E hoje me deparo com um texto sobre esperança.
É exatamente do que eu preciso.
Beijos querida!
Muiiiita esperança para você!
ResponderExcluir