Não era para ser. Esse feriado, não era para ser. Ao menos, não comigo. Aliás, tudo ultimamente se tornou um pouco “não era pra ser”. Quer saber!? Preciso é de benzedeira, sal grosso, missa, despacho, água benta e oferendas. Sinto a uruca me perseguindo. Sai daqui, coisa ruim! Deixa essa pessoa em paz! Sai desse corpo que não te pertence! Volta para quem te mandou!
Sério. Já tinha dado errado. Digo, o feriado. Convites múltiplos, nenhum atendido. Rio? Miou. Fazenda da amiga? Também. Tudo por que? Trabalho, na sexta do feriado, seguido por ballet, na noite da sexta, do feriado. É lindo ser erudita. Ser clássica. E saber apreciar pas de deux, mas não ao ponto de miar com o seu feriado. Não senhora. Não aconselho. Não é justo. Especialmente quando a compra se deu sem se perceber a data...
É que quando comprei o ballet, não me dei conta que seria, justamente, no dia do feriado e que, justamente por ser feriado, um tempinho antes, não tinha comprado o The Killers, para o dia seguinte, do feriado. Na época, estava pensando em viajar, e não comprei, justamente, para poder viajar, só que o trabalho e o ballet comprometeram qualquer viagem. E não tinha sobrado ninguém para me acompanhar no showzinho... Entenderam a frustração!?
Se era para ficar aqui, que fosse pelos The Killers! A Bela Adormecida e sua amiga Fada Lilás que me desculpem, mas prefiro Os Matadores. Infinitamente. Enfim, como o que não tem remédio, remediado está, segui resignada com a minha falta de atenção, até que... entro na $*#@%& do Facebook e percebo uma movimentação interessante, se é que podem me entender, sobre a freqüência do showzinho, logo mais, no dia seguinte. O meu coração se aperta... Aaaiii, penso eu, queria tanto ir... Aaaiii, penso eu, se eu for, é capaz de encontrar... Aaaiii, penso eu, queria tanto encontrar...
Eis que, no meio das lamentações, toca o meu telefone. É o amigo Abelho, perguntando se eu não queria que ele comprasse o convite para o showzinho dos Matadores. Quase grito de emoção! É um sinal! A certeza materializada naquela ligação de que eu deveria, sim, ir a esse show! Dado o aval para a compra, o fone toca outra vez. É a minha piccola irmana, informando que rolaria festinha pós-show no Clube “A”Maury Junior. Vamos? Sim! Respondo, vamos sim! E vamos com todos os amigos! Contatos feitos, nomes passados, lista fechada e convites adquiridos, fui eu me por bonita para o ballet, feliz da vida e espantada em como o ovinho mexido que seria o meu final de semana tinha se transformado num senhor omelete, recheado com cream cheese e salmão defumado. Delicioso!
Pois bem. No mínimo, o salmão estava estragado. Seguimos eu, o Abelho e a sua gatinha, a Vila Mariana, para o esquenta na casa do amigo Anasalado. Esquenta montado, o Anasalado, sempre meio inerte, dessa vez estava de parabéns. Não só organizou a bebedeira, como também montou esquema com uma van que nos levaria no showzinho. Ótimo! Ocorre que as pessoas que deveriam ir conosco se atrasaram e se atrasaram muito. Abelho começa a se estressar, cricri com horários como só ele sabe ser. Já o Anasalado, sempre tranquilão, responde “que nada, show sempre atrasa!” Abelho liga para uma amiga que já estava no show. Ela confirma, “sim, o show já começou!”. E avisa “venham com tênis de aventura!”. Com tênis de aventura ou não, a gente ainda não tinha saído. E o show já tinha começado...
Abelho se estressa. Vila Mariana chilica e diz que se já começou, ela não vai mais. Abelho chilica com a Vila Mariana. Os dois chilicam juntos e começam a discutir relação. Eu, com o meu copinho plástico na mão, abarrotado de vodka com energético, ingresso no bolso e o pezinho, calçado por uma meiga sapatilha, já na van, imploro: “vamos, por favor!”. Eles dizem que só vão porque eu quero ir. Ouquei. Os outros finalmente descem. Abelho senta longe na van, e larga a Vila Mariana comigo. O cara da van vai pegando todas as quebradas para se livrar do trânsito. A gente finalmente chega. Eu compro uma capa de chuva e faço com que o Abelho compre outra para a Vila Mariana. Ela diz que não vai usar. Ele estressa comigo porque eu o fiz comprar a capa de chuva. Pena que também não vendiam tênis de aventura. A gente escorrega, patina, eu perco a sapatilha inúmeras vezes, volto para resgatar e enfio o pé, literalmente, lá. Na lama!
De tão triste virou cômico: eu e Vila Mariana vamos juntinhas e de mãos dadas, dando risada e vencendo obstáculos. O jeans dela está preto de lama. O meu joelho também. Abelho não vê graça nenhuma, malhumora total e fala algo que a Vila Mariana não gosta. Ela chora. No meu ombro. Eu vou perguntar o que estava acontecendo e Abelho diz que se eu ficar amiga dela, ele não será mais meu amigo. Eu não entendo mais é nada. Os Matadores tocaram duas músicas desde que enfiamos o pé na lama pela primeira vez. Agora, a minha preferida: Mr. Brightside! Amo! Danço! Pulo! Tudo na lama. Tocam mais uma, uma qualquer depois da minha favorita e... acaba! Oi!? Sim. Acabou o show. Simples e enlameado assim.
O que não tem remédio, remediado está. Já que acabou, vamos voltar. Nem toda a galera concorda. Especialmente o mais atrasado de todos os amigos do Anasalado. Por ele, estava ótimo continuar bebendo na lama. Espírito de porco? Total. Então, vamos nós, eu e um casal brigado. Cadê a van? O cara da van não aparece. Vamos parar um táxi. Táxi nenhum pára. Vamos “roubar” um táxi que alguém já tenha chamado. Sempre funciona. Pára o táxi. Moço, por favor, leva a gente até o Itaim! Estou esperando um casal, se eles não aparecerem em dez minutos, eu levo vocês. Duas meninas se aproximam. Esse é o nosso táxi! Por acaso você duas são um casal? Pergunto. Claro que não! Respondem, indignadas. Então, sinto muito, esse táxi aqui tá esperando um casal. Vasa. Conheço esse truque. Já é nosso.
E conseguimos o táxi. E pegamos um mega trânsito. E enquanto Abelho e Vila Mariana faziam cara de bravos, eu chorava de tanto rir. A festa? Não, nem cheguei perto do Clube “A”Maury Junior. Melhor não arriscar. Fiquei com medo. Ainda podia ficar pior. Sempre pode. Vai que o Amaury se engraçava por mim? Na lama sim, mas, na lama e meia, jamais! E eu quero desatolar! Alguém me ajuda!?
Sério. Já tinha dado errado. Digo, o feriado. Convites múltiplos, nenhum atendido. Rio? Miou. Fazenda da amiga? Também. Tudo por que? Trabalho, na sexta do feriado, seguido por ballet, na noite da sexta, do feriado. É lindo ser erudita. Ser clássica. E saber apreciar pas de deux, mas não ao ponto de miar com o seu feriado. Não senhora. Não aconselho. Não é justo. Especialmente quando a compra se deu sem se perceber a data...
É que quando comprei o ballet, não me dei conta que seria, justamente, no dia do feriado e que, justamente por ser feriado, um tempinho antes, não tinha comprado o The Killers, para o dia seguinte, do feriado. Na época, estava pensando em viajar, e não comprei, justamente, para poder viajar, só que o trabalho e o ballet comprometeram qualquer viagem. E não tinha sobrado ninguém para me acompanhar no showzinho... Entenderam a frustração!?
Se era para ficar aqui, que fosse pelos The Killers! A Bela Adormecida e sua amiga Fada Lilás que me desculpem, mas prefiro Os Matadores. Infinitamente. Enfim, como o que não tem remédio, remediado está, segui resignada com a minha falta de atenção, até que... entro na $*#@%& do Facebook e percebo uma movimentação interessante, se é que podem me entender, sobre a freqüência do showzinho, logo mais, no dia seguinte. O meu coração se aperta... Aaaiii, penso eu, queria tanto ir... Aaaiii, penso eu, se eu for, é capaz de encontrar... Aaaiii, penso eu, queria tanto encontrar...
Eis que, no meio das lamentações, toca o meu telefone. É o amigo Abelho, perguntando se eu não queria que ele comprasse o convite para o showzinho dos Matadores. Quase grito de emoção! É um sinal! A certeza materializada naquela ligação de que eu deveria, sim, ir a esse show! Dado o aval para a compra, o fone toca outra vez. É a minha piccola irmana, informando que rolaria festinha pós-show no Clube “A”Maury Junior. Vamos? Sim! Respondo, vamos sim! E vamos com todos os amigos! Contatos feitos, nomes passados, lista fechada e convites adquiridos, fui eu me por bonita para o ballet, feliz da vida e espantada em como o ovinho mexido que seria o meu final de semana tinha se transformado num senhor omelete, recheado com cream cheese e salmão defumado. Delicioso!
Pois bem. No mínimo, o salmão estava estragado. Seguimos eu, o Abelho e a sua gatinha, a Vila Mariana, para o esquenta na casa do amigo Anasalado. Esquenta montado, o Anasalado, sempre meio inerte, dessa vez estava de parabéns. Não só organizou a bebedeira, como também montou esquema com uma van que nos levaria no showzinho. Ótimo! Ocorre que as pessoas que deveriam ir conosco se atrasaram e se atrasaram muito. Abelho começa a se estressar, cricri com horários como só ele sabe ser. Já o Anasalado, sempre tranquilão, responde “que nada, show sempre atrasa!” Abelho liga para uma amiga que já estava no show. Ela confirma, “sim, o show já começou!”. E avisa “venham com tênis de aventura!”. Com tênis de aventura ou não, a gente ainda não tinha saído. E o show já tinha começado...
Abelho se estressa. Vila Mariana chilica e diz que se já começou, ela não vai mais. Abelho chilica com a Vila Mariana. Os dois chilicam juntos e começam a discutir relação. Eu, com o meu copinho plástico na mão, abarrotado de vodka com energético, ingresso no bolso e o pezinho, calçado por uma meiga sapatilha, já na van, imploro: “vamos, por favor!”. Eles dizem que só vão porque eu quero ir. Ouquei. Os outros finalmente descem. Abelho senta longe na van, e larga a Vila Mariana comigo. O cara da van vai pegando todas as quebradas para se livrar do trânsito. A gente finalmente chega. Eu compro uma capa de chuva e faço com que o Abelho compre outra para a Vila Mariana. Ela diz que não vai usar. Ele estressa comigo porque eu o fiz comprar a capa de chuva. Pena que também não vendiam tênis de aventura. A gente escorrega, patina, eu perco a sapatilha inúmeras vezes, volto para resgatar e enfio o pé, literalmente, lá. Na lama!
De tão triste virou cômico: eu e Vila Mariana vamos juntinhas e de mãos dadas, dando risada e vencendo obstáculos. O jeans dela está preto de lama. O meu joelho também. Abelho não vê graça nenhuma, malhumora total e fala algo que a Vila Mariana não gosta. Ela chora. No meu ombro. Eu vou perguntar o que estava acontecendo e Abelho diz que se eu ficar amiga dela, ele não será mais meu amigo. Eu não entendo mais é nada. Os Matadores tocaram duas músicas desde que enfiamos o pé na lama pela primeira vez. Agora, a minha preferida: Mr. Brightside! Amo! Danço! Pulo! Tudo na lama. Tocam mais uma, uma qualquer depois da minha favorita e... acaba! Oi!? Sim. Acabou o show. Simples e enlameado assim.
O que não tem remédio, remediado está. Já que acabou, vamos voltar. Nem toda a galera concorda. Especialmente o mais atrasado de todos os amigos do Anasalado. Por ele, estava ótimo continuar bebendo na lama. Espírito de porco? Total. Então, vamos nós, eu e um casal brigado. Cadê a van? O cara da van não aparece. Vamos parar um táxi. Táxi nenhum pára. Vamos “roubar” um táxi que alguém já tenha chamado. Sempre funciona. Pára o táxi. Moço, por favor, leva a gente até o Itaim! Estou esperando um casal, se eles não aparecerem em dez minutos, eu levo vocês. Duas meninas se aproximam. Esse é o nosso táxi! Por acaso você duas são um casal? Pergunto. Claro que não! Respondem, indignadas. Então, sinto muito, esse táxi aqui tá esperando um casal. Vasa. Conheço esse truque. Já é nosso.
E conseguimos o táxi. E pegamos um mega trânsito. E enquanto Abelho e Vila Mariana faziam cara de bravos, eu chorava de tanto rir. A festa? Não, nem cheguei perto do Clube “A”Maury Junior. Melhor não arriscar. Fiquei com medo. Ainda podia ficar pior. Sempre pode. Vai que o Amaury se engraçava por mim? Na lama sim, mas, na lama e meia, jamais! E eu quero desatolar! Alguém me ajuda!?
Ai amiga, só vc. Vc conta a história toda de um jeito que só resta dar risada! rsrsrs!
ResponderExcluirPelo menos ouviu a música favorita (olha eu tentando tirar o lado bom de tudo...rsrsrs!)
beijos
Ai Kryx, impossível não rir da forma como vc escreveu, mas no fundo fiquei com dó de vc!
ResponderExcluirE eu, como "rata" de show devo confessar que ao começar a ler o post já imaginava que a coisa não ia acabar muito bem...esquenta antes do show, sandália, reunir um bando de gente antes de ir para o show...van??? não tinha como dar certo Kryx! Show é vc e mais uma pessoa no máximo, a tchurma a gente combina de encontrar "lá"! e o outfit é SEMPRE tenis "aventura"(adorei!), calça jeans, e uma blusinha, pode até levar a camiseta a banda se vc não achar muito brega!!!!!!!
E SHOW dificilmente atrasa!!!
bjs!
Mas não tem como não rir! Foi hilário de tão ridículo. Ao menos ouvi minha musiquinha favorita. É fato... E, Pati, confesso que dessa vez fui muito amadora. Tinha esquecido do último show que fui na Chácara do Jockey e da verdadeira trilha que se forma até você conseguir chegar no curral, que eles carinhosamente chamam de pista. Juro que uma boa galocha não daria conta. Tinha que ser tênis de trekking mesmo. Rs... Bjs
ResponderExcluirHAHAHAAHHA...AI MENINAS, QUE SAUDADES!!!
ResponderExcluirvila mariana chorou no seu ombro??? oh céusssssssssss