Engraçado. Estava cá pensando nesse ano, porque em dezembro eu sempre penso como foi o ano todo, aliás, eu e provavelmente todo o mundo, e cheguei à conclusão de que fui muito bem comportada. Não riam da minha cara, por favor! Fui mesmo, bem comportada, e sem apologia a qualquer tipo de santice ou candidatura à beatificação. Até porque, santa, nunca fui. Nem pretendo ser. Nem tenho a menor paciência com que faz esse tipo. É que é só tipo, concordam? Vamos combinar que, depois de uma certa idade, não dá para bancar a assustada com o mundo e com “as coisas da vida”, não é mesmo? Tão cafona...
Mas, voltando ao meu bom comportamento, enquanto algumas amigas venciam barreiras para instituir P.A’s, descobriam que “ele merece!” (inside joke intraduzível...) e deslumbravam-se com a praticidade e a diversão inigualáveis que só one night stand pode proporcionar, eu, no auge de uma solteirice enlouquecida e divertida, sorvendo tudo e todos, e contrariando a todas as minhas estatísticas de fases anteriores, consegui a façanha de ser mulher de um homem só!
E não é que tenham faltado candidatos para aumentar o quorum e situações inusitadas para engrossar o histórico das loucurinhas, simplesmente, não rolou, não deu vontade. E também não foi por dedicação ao tal um homem só. Não. Foi algo que aconteceu sem forçar a barra, tal como as loucurinhas, que sempre foram naturais, nunca forçadas, nunca para me afirmar. Acho que é por aí, não é? De acordo com o que o coração e o estômago mandarem. Do contrário, fica forçado, perde a graça e a autenticidade.
Pois é, quem diria, esse ano insano gerou uma versão mais bem comportada da minha pessoa! Hihihi...
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