Sempre achei estranho comercializar com Santos. Por que eles se importariam com o fato de eu não comer chocolate por sei lá quanto tempo e, em troca, dariam o que pedi!? Na minha cabeça, esses Senhores sempre foram ocupados demais para se preocuparem com qualquer tipo de abstinência alimentar de uma menina mimada, com a geladeira lotada.
Mas, e se eu prometesse realizar alguma boa ação!? Nem assim fui convencida. Como diz a minha avó carola/beata, boa ação é obrigação de todo bom Cristão, portanto, você não pode prometer o que já deveria fazer por natureza.
E assim me mantive longe de promessas, simpatias e afins, até que um dia...
Véspera do dia dos namorados. A sua pessoa, sem namorado, fazia uma visitinha de rotina à sua ginecologista/louca/hipocondríaca; uma libanesa simpática e nariguda, além de fervorosamente católica e devota Dele... Santo Antônio...
No meio da consulta, toca o telefone. Ela pede licença para atender, dizendo que se tratava da Sara, a instrumentadora que trabalhava com ela: “Oi bem, tudo bom!? Mas é claro que vou! Não perco o noivado do Isaac por nada!”. Desligando o telefone, olha, com seriedade, para a sua pessoa instalada na frente dela e faz a seguinte pergunta: “Bem, você acredita em Santo Antônio!?”, a sua pessoa franze a testa e entorta a boca, “Pois deveria acreditar...”
No ano anterior, a Doc. Louca, como toda boa devota de Santo Antônio, tinha passado na Igreja para abençoar os pãezinhos. “Pãezinhos, que pãezinhos!?”, pergunta a sua pessoa desavisada, “Como ‘que pãezinhos’, bem!? Os pãezinhos de Santo Antônio! Servem para atrair fartura e bom casamento!”, “Sério!?”, questiona a sua pessoa incrédula e surpreendida, “Mais do que sério! Funciona até para quem não tem fé no Santo...”
Pois bem, ela levou os pãezinhos para serem abençoados e decidiu dividi-los com Sara, sua amiga e instrumentadora, que, apesar de judia convicta, aceitou-os de bom grado, acreditando que o que era para o bem, mal não faria. Sara chegou em casa, deixou o saquinho com os pãezinhos em cima da mesa, foi fazer qualquer coisa e, quando voltou, encontrou Isaac, seu filho galinha incorrigível/destruidor de corações, recheando todos os pãezinhos com pastrame e devorando tudo, de uma vez só. “Menino!”, gritou Sara “Esse pão é para atrair casamento!”, Isaac teve ânsia de vômito, mas, já era tarde demais... os pãezinhos já residiam na sua barriga. Ficou desconfiado, porém a desconfiança durou pouco, afinal, como ele não acreditava em Santo Antônio sob hipótese alguma, estaria isento dos efeitos...
No entanto, não foi exatamente o que aconteceu... Alguns meses depois, Isaac conheceu Rebeca, apaixonou-se perdidamente e, um ano após ter comido os mini sanduíches de pastrame, estava noivando, com direito a prato quebrado e tudo o mais, para, logo, casar.
Preciso informar que a sua pessoa influenciável convenceu-se de que o pãozinho era a solução!? Não, né!? Preciso informar que na missa das 07:00 da matina, do dia 13 de junho mais próximo, a sua pessoa desocupada, estava fantasiada de advogada, dentro de uma Igreja, disfarçada com óculos escuros com a esperança de não ser reconhecida, em busca do seu nhaco de pão!? Pois é, a sua pessoa estava lá... E o único problema foi o fato da sua pessoa não ter sido avisada de que deveria ter passado antes na padaria e providenciado os próprios pãezinhos...
Terminada a missa, a sua pessoa corre para a cestinha de pão mais próxima e toma o primeiro pito: “Desculpa, mas os pãezinhos dessa cesta pertencem à minha família!”, você que pede desculpas, mas, será que todo mundo daquela família era encalhado!? Para que tanto pão!? Após muitas fornadas particulares desfilarem pela sua frente e dos proprietários e muquiranas de plantão terem percebido que você estava louca para surrupiar o primeiro pãozinho que desse bobeira, uma daquelas ajudantes do padre olha para você, com verdadeira compaixão, e resolve exercitar um pouco da caridade tão fora de moda naquele recinto: “Moça, se quiser, pode pegar os pãezinhos que doamos para os pobres... quantos você quer?”, “Dois...” (um para você, outro para Juju, claro!), responde a sua humilde/faminta/ansiosa pessoa, afinal você não tinha tomado café da manhã e ainda precisava garantir um casamento...
Bom, você devorou o pão (francês/calórico) e obrigou Juju a engolir cada farelinho. Era seco e duro. Disso você lembra bem, mas... e o resto!? E o tal do efeito!? Será que se apropriar do pão dos pobres atrasa a coisa!? Juju, se for isso, estamos ferradas... O fato é, até o presente momento, a sua pessoa aguarda o tal do noivado, com ou sem prato quebrado e também o tal do casamento, com ou sem dança da cadeirinha. Na verdade, não importa mais a forma que a coisa vai tomar! Porque, como toda boa devota/desesperada, o que a sua pessoa quer é casar! Seja com quem for, seja como for! Por isso, Santo Antônio, brincadeiras a parte e com todo o respeito, não esqueça dessa Colmeia que vos fala! E vamos comer pãozinho!
Mas, e se eu prometesse realizar alguma boa ação!? Nem assim fui convencida. Como diz a minha avó carola/beata, boa ação é obrigação de todo bom Cristão, portanto, você não pode prometer o que já deveria fazer por natureza.
E assim me mantive longe de promessas, simpatias e afins, até que um dia...
Véspera do dia dos namorados. A sua pessoa, sem namorado, fazia uma visitinha de rotina à sua ginecologista/louca/hipocondríaca; uma libanesa simpática e nariguda, além de fervorosamente católica e devota Dele... Santo Antônio...
No meio da consulta, toca o telefone. Ela pede licença para atender, dizendo que se tratava da Sara, a instrumentadora que trabalhava com ela: “Oi bem, tudo bom!? Mas é claro que vou! Não perco o noivado do Isaac por nada!”. Desligando o telefone, olha, com seriedade, para a sua pessoa instalada na frente dela e faz a seguinte pergunta: “Bem, você acredita em Santo Antônio!?”, a sua pessoa franze a testa e entorta a boca, “Pois deveria acreditar...”
No ano anterior, a Doc. Louca, como toda boa devota de Santo Antônio, tinha passado na Igreja para abençoar os pãezinhos. “Pãezinhos, que pãezinhos!?”, pergunta a sua pessoa desavisada, “Como ‘que pãezinhos’, bem!? Os pãezinhos de Santo Antônio! Servem para atrair fartura e bom casamento!”, “Sério!?”, questiona a sua pessoa incrédula e surpreendida, “Mais do que sério! Funciona até para quem não tem fé no Santo...”
Pois bem, ela levou os pãezinhos para serem abençoados e decidiu dividi-los com Sara, sua amiga e instrumentadora, que, apesar de judia convicta, aceitou-os de bom grado, acreditando que o que era para o bem, mal não faria. Sara chegou em casa, deixou o saquinho com os pãezinhos em cima da mesa, foi fazer qualquer coisa e, quando voltou, encontrou Isaac, seu filho galinha incorrigível/destruidor de corações, recheando todos os pãezinhos com pastrame e devorando tudo, de uma vez só. “Menino!”, gritou Sara “Esse pão é para atrair casamento!”, Isaac teve ânsia de vômito, mas, já era tarde demais... os pãezinhos já residiam na sua barriga. Ficou desconfiado, porém a desconfiança durou pouco, afinal, como ele não acreditava em Santo Antônio sob hipótese alguma, estaria isento dos efeitos...
No entanto, não foi exatamente o que aconteceu... Alguns meses depois, Isaac conheceu Rebeca, apaixonou-se perdidamente e, um ano após ter comido os mini sanduíches de pastrame, estava noivando, com direito a prato quebrado e tudo o mais, para, logo, casar.
Preciso informar que a sua pessoa influenciável convenceu-se de que o pãozinho era a solução!? Não, né!? Preciso informar que na missa das 07:00 da matina, do dia 13 de junho mais próximo, a sua pessoa desocupada, estava fantasiada de advogada, dentro de uma Igreja, disfarçada com óculos escuros com a esperança de não ser reconhecida, em busca do seu nhaco de pão!? Pois é, a sua pessoa estava lá... E o único problema foi o fato da sua pessoa não ter sido avisada de que deveria ter passado antes na padaria e providenciado os próprios pãezinhos...
Terminada a missa, a sua pessoa corre para a cestinha de pão mais próxima e toma o primeiro pito: “Desculpa, mas os pãezinhos dessa cesta pertencem à minha família!”, você que pede desculpas, mas, será que todo mundo daquela família era encalhado!? Para que tanto pão!? Após muitas fornadas particulares desfilarem pela sua frente e dos proprietários e muquiranas de plantão terem percebido que você estava louca para surrupiar o primeiro pãozinho que desse bobeira, uma daquelas ajudantes do padre olha para você, com verdadeira compaixão, e resolve exercitar um pouco da caridade tão fora de moda naquele recinto: “Moça, se quiser, pode pegar os pãezinhos que doamos para os pobres... quantos você quer?”, “Dois...” (um para você, outro para Juju, claro!), responde a sua humilde/faminta/ansiosa pessoa, afinal você não tinha tomado café da manhã e ainda precisava garantir um casamento...
Bom, você devorou o pão (francês/calórico) e obrigou Juju a engolir cada farelinho. Era seco e duro. Disso você lembra bem, mas... e o resto!? E o tal do efeito!? Será que se apropriar do pão dos pobres atrasa a coisa!? Juju, se for isso, estamos ferradas... O fato é, até o presente momento, a sua pessoa aguarda o tal do noivado, com ou sem prato quebrado e também o tal do casamento, com ou sem dança da cadeirinha. Na verdade, não importa mais a forma que a coisa vai tomar! Porque, como toda boa devota/desesperada, o que a sua pessoa quer é casar! Seja com quem for, seja como for! Por isso, Santo Antônio, brincadeiras a parte e com todo o respeito, não esqueça dessa Colmeia que vos fala! E vamos comer pãozinho!
Hauhauhauahua, mas que texto delicioso (no bom e velho sentido blogueiro..rs) de ser lido!!
ResponderExcluirCééééusssss, e a história de deixar o pobre coitado Santo Antônio de cabeça virada em um potinho o ano todo até arrumar um namorado? Dizem que ele fica chateada por estar de ponta-cabeça e trata de arrumar logo um pinguim para ser colocar na posição original (que aliás, da qual nunca deveria ter saido).
Hehehehe... eu boto fé! Como o pãozinho! Mas prefira o integral pelos benefícios que faz à saúde, tche!!
Ps: Coincidências a parte, embora eu seja concurseira (e infelizmente ainda serei por um bom tempo), acabo de terminar minha pós-graduação em Direito Tributário, matéria que amo com todas as minhas forças de araque...rs
Beijão!
Kryx vc não existe! Mas tenha fé que o tal santo antonio é dos bons sabe!
ResponderExcluirOlha, mas JURO que eu como pao de santo antonio desde que fui introduzida aos alimentos sólidos, minha mae e avó são super devotas e elas distribuem o paozinho para muita gente, pena que elas moram longe de vc, senão vc não precisaria desta romaria toda para conseguir o seu e o da Juju. Mas minha mãe sempre disse que era para comer o pão para pedir que sempre a sua casa tenha alimentos e saúde, ela sempre guarda um pedaço do pão dentro da lata de arroz...ou seja, sim, o principal motivo do pão na minha familia é o alimento e a saúde. A questão do bom casamento é aquela história de deixar o pobre coitado do santo de ponta cabeça, e isto nunca fizemos...então querida, coma o pão para pedir por fartura de alimento e saúde, pois bom casamento vcs vão conseguir porque vcs são PODEROSAS!!!!!!
Beijão
Fantástico esse texto!! Adorei! rs!
ResponderExcluirAhhhhh, então agora eu entendi! Vou mudar o pensamento na hora de comer o pãozinho, rsrsrsrs! Bjs
ResponderExcluirDa próxima vez, peça pra Doc. Louca te dar o pão!
ResponderExcluirKRYX, ensina a Juju a rezar e pls se enfiem numa igreja e rezem por mim e todas nós aí em além mar nesse dia 13/junho!!!!
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