Um bolo leva, em média, uns 40 minutos para assar. Descobri isso quando bati o meu primeiro, numa noite fria e de lua cheia, ideal para bruxarias, porque fazer bolo é coisa de bruxa. O tempo precisava passar e, enquanto não passava, pensei: por que não!? De cenoura e calda de chocolate. Como pedia a minha boca, como permitia a minha dispensa. Peguei o meu chapéu de feltro, preto e pontudo, amarrei um avental e, munida dos ingredientes, comecei a misturar: bater a farinha com os ovos, juntar o leite, o açúcar, a cenoura, não esquecer do fermento para fazer crescer. Depois, dedos na manteiga para untar a forma, derramar a massa, provar um tiquinho, abrir a portinha do forno pré-aquecido e, palavrinha mágica: esperar! Foi quando me dei conta que nunca tinha sido boa nisso: em esperar, nem na cozinha, nem na vida... Daí a quantidade incontável de brigadeiros moles, porque nunca os deixei chegar ao ponto; de projetos abandonados, porque demorariam mais do que gostaria que demorassem; de gente simplesmente deletada, porque não assava, não virava bolo, na hora que eu queria... Encarei aquela massa laranja como um desafio e falei para ela: amiga, hoje você vai me ensinar a esperar!
Controlei a ansiedade e fui passear com a cã. Deixei o tempo passar... Até que voltei e me dei conta que a bruxaria estava surtindo efeito: a minha casa tinha ganhado um cheirinho delícia, quentinho e aconchegante; cheiro de coisa que deu certo! Olhei o relógio, quarenta e cinco minutos, já era tempo! Peguei um palito, abri a portinha, puxei a forma, espetei o palito... que saiu sequinho! Agora, calma!, só mais um pouquinho, quem esperou tanto, pode muito bem esperar mais.... Deixa esfriar o suficiente para poder tirar da forma... Até que, de repente, plim!: tinha um bolo lindo, dourado e perfumado na minha frente! Bolo fofinho e saboroso, totalmente homogêneo, com a consistência, a cor e o gosto certos! Tudo porque eu soube fazer com que a palavrinha mágica acontecesse... Nunca mais deixei de fazer bolos. Nem na cozinha, nem na vida. As vezes, ainda erro o tempo, mas, paciência!, esse tipo de mágica requer prática...
Pois é, amigas, tudo isso só para dizer que, nos últimos três meses, escolhi os ingredientes com todo o cuidado, e curti escolhê-los; fui misturando aos pouquinhos; deixei a massa encorpar; esse tipo de massa precisava descansar um pouco antes de entrar no forno; deixei descansar; até que, finalmente, chegou a hora de por no forno... o que me leva a concluir que assim que a portinha se fechar, não poderei fazer duas coisas: nem tirar antes do tempo, nem deixar o tempo passar... Apenas me restará... esperar... o tempo certo.
O meu bolo foi assar, mas como os bolos da vida não assam em quarenta minutos, quando chegar o tempo de abrir a portinha, eu conto para vocês qual será o sabor...
Controlei a ansiedade e fui passear com a cã. Deixei o tempo passar... Até que voltei e me dei conta que a bruxaria estava surtindo efeito: a minha casa tinha ganhado um cheirinho delícia, quentinho e aconchegante; cheiro de coisa que deu certo! Olhei o relógio, quarenta e cinco minutos, já era tempo! Peguei um palito, abri a portinha, puxei a forma, espetei o palito... que saiu sequinho! Agora, calma!, só mais um pouquinho, quem esperou tanto, pode muito bem esperar mais.... Deixa esfriar o suficiente para poder tirar da forma... Até que, de repente, plim!: tinha um bolo lindo, dourado e perfumado na minha frente! Bolo fofinho e saboroso, totalmente homogêneo, com a consistência, a cor e o gosto certos! Tudo porque eu soube fazer com que a palavrinha mágica acontecesse... Nunca mais deixei de fazer bolos. Nem na cozinha, nem na vida. As vezes, ainda erro o tempo, mas, paciência!, esse tipo de mágica requer prática...
Pois é, amigas, tudo isso só para dizer que, nos últimos três meses, escolhi os ingredientes com todo o cuidado, e curti escolhê-los; fui misturando aos pouquinhos; deixei a massa encorpar; esse tipo de massa precisava descansar um pouco antes de entrar no forno; deixei descansar; até que, finalmente, chegou a hora de por no forno... o que me leva a concluir que assim que a portinha se fechar, não poderei fazer duas coisas: nem tirar antes do tempo, nem deixar o tempo passar... Apenas me restará... esperar... o tempo certo.
O meu bolo foi assar, mas como os bolos da vida não assam em quarenta minutos, quando chegar o tempo de abrir a portinha, eu conto para vocês qual será o sabor...
Ai menina, viciei nos seus textos. São demais! E abre logo a portinha, que eu to curiosa! rs!
ResponderExcluirTem um convitinho procê lá no meu bloguito!
beijos
Demais este texto!
ResponderExcluirPaciencia...ai ai...como me falta...e como eu busco por ela!
Quando eu fico meio doida e quero que as coisas aconteçam antes do tempo, fico tentando encontrar meios para otimizar e acelerar, aí meu marido me diz: pati...9 mulheres grávidas não fazem um filho em um mes, tem coisa que precisam do seu tempo e pronto!....boa né?!
bjs
Melhor do que o bolo, Pati! Acho que é por isso que a paciência está tão em falta na mulherada: a gente anda fazendo filho e bolo menos do que antigamente, rsrsrs... Bjs
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