Abelha briaca no cinema. Que pipoca que nada, saquê antes da sessão é o que há! Ouvir gracinha do garçom, ninguém merece, né, mas garçom também é gente e gente pode ser sempre engraçada. Adoro gente, de todos os tipos, aliás, quase todos, menos gente que faz tipo, tipo qualquer coisa que não seja ela, gente, sem graça. Abelha jet-setter também pensa e não vive só de mel, champanhe e zangões. E pensa que boa parte da história do Harvey Milk se passou quando ela era uma abelhinha com cabelinho de índio, calcinha e colar de contas marrons, nada além, fazia calor e ela poderia ser quem quisesse, desde que tivesse graça e fosse feliz. De garota do Fantástico a geneticista, nada era impossível! E se a abelhinha pôde se tornar qualquer coisa e ainda ser feliz com a escolha, foi graças a pessoas como o Harvey Milk, as queimadoras de soutien, a Maysa da minissérie e os seus pais sensatos. Enquanto ela brincava de índia e pedalava um cadillac verde, esse tipo de gente preparava um mundo muito mais viável para gente do tipo dela: abelha, que toma saquê antes do cinema, com apurado gosto para zangões, meio rainha e meio operária, comum, marrom e ordinária como qualquer outra abelhinha, mas cheia de flores coloridas que só se abrem para ela.
sexta-feira, 6 de março de 2009
Saquê e Cinema
Abelha briaca no cinema. Que pipoca que nada, saquê antes da sessão é o que há! Ouvir gracinha do garçom, ninguém merece, né, mas garçom também é gente e gente pode ser sempre engraçada. Adoro gente, de todos os tipos, aliás, quase todos, menos gente que faz tipo, tipo qualquer coisa que não seja ela, gente, sem graça. Abelha jet-setter também pensa e não vive só de mel, champanhe e zangões. E pensa que boa parte da história do Harvey Milk se passou quando ela era uma abelhinha com cabelinho de índio, calcinha e colar de contas marrons, nada além, fazia calor e ela poderia ser quem quisesse, desde que tivesse graça e fosse feliz. De garota do Fantástico a geneticista, nada era impossível! E se a abelhinha pôde se tornar qualquer coisa e ainda ser feliz com a escolha, foi graças a pessoas como o Harvey Milk, as queimadoras de soutien, a Maysa da minissérie e os seus pais sensatos. Enquanto ela brincava de índia e pedalava um cadillac verde, esse tipo de gente preparava um mundo muito mais viável para gente do tipo dela: abelha, que toma saquê antes do cinema, com apurado gosto para zangões, meio rainha e meio operária, comum, marrom e ordinária como qualquer outra abelhinha, mas cheia de flores coloridas que só se abrem para ela.
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