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"O que me atormenta é que tudo é "por enquanto", nada é "sempre"." (C.L.)
Nada é bom... O sol ferve. A brisa corta. O silencio incomoda. E a companhia atrapalha. A música não agrada. A gente finge que trabalha, pois seguramente nos últimos dias eu poderia ser diagnosticada com DDA. A cabeça não esta aqui nem acolá. Ela é uma vazio, tão cheio de conjecturas e muitos, muitos porquês; porquês de perguntas, e não de respostas.
Pois é. Já não me pertenço mais. Já não vivo mais a solidão de ser só dois. Descolei querendo colar, feito adesivo de adolescência na janela do quarto. Pedacinho por pedacinho, mas com um puxão crucial e cruel.
O recomeçar é tão preguiçoso e triste... Mas mais triste ainda é desilusão... que palavra triste! DES-I-LUS-ÃO. Desilusão seria perder a luz maior? Um pouco. Perdi o viço, estou embaçada. Se ilusão é o ato de ver o que não existe, então desilusão é quando as luzes se acendem; é a a realidade esfregada na cara! E a pior desilusão, como já dizia Veríssimo, é a desilusão do QuAsE (Ainda pior que a convicção do não, a incerteza do talvez é a desilusão de um "quase"), do que poderia ter sido e não foi. Da covardia.
O tempo foi pouco, mas a vida foi muita. E a intensidade da dor é proporcional à intensidade do verbo dar, acompanhado do pronome reflexivo se. Portanto, não preciso dizer mais nada. Foi um novo, que terminou com ranço de velho. Como remake de filme de Fellini...
Só faço ouvir sertanejo, pra deseducar os ouvidos. Pra distrair o beijo inerte. Pra abstrair o ciúme dos lábios compartidos. Pra reacostumar com o abraço vazio. Pra desempreguinar o cheiro. Pra ‘bons dias’ sem amor. Os dois amores, digo.
Não importa o outro. Importa o eu. E o meu me desapontou novamente. Por ser um Eu crente. E embora crente dos riscos, eu fui mais crente da vitória. Eu acreditei. Por algum motivo foi um gostar maduro, que apodreceu rápido demais. Eu acreditei. Lembram-se que pouco, bem poucos segundos depois eu já havia dissipado o olhar de outros potenciais zangões que zuniam sobre mim??? Eu sou mulher de um homem só. Não sei dividir sorrisos e suspiros. Eu acreditei. E eu me odeio por isso.... Mas como disse meu amigo Abelho (e talvez uma das coisas mais singelas que ouvi): “Não perca isso jamais, Bee. Essa é a sua maior boniteza. Você sente, você acredita.” . Sim, eu acredito e acreditei, de coração, almas e borboletas. Eu sou simples assim, eu sinto a chama. Eu sou a chama … Mas pensando bem eu não quero ser outra, eu quero viver acreditando nas pessoas, sem vigiar as costas. Não quero endurecer nem perder a ternura...
My Life is Brilliant and My Love is Pure...
Então, como diz mamãe, a carruagem anda!! E dessa vez eu quero sapos!! Sapo que vire príncipe.
Vamos! Pra frente Brasil! Salve a Seleção!!
Cadê o botãozinho, gente?? Turn it off, pleeeeeease! A vida pulsa, e eu tenho pressa.
http://www.youtube.com/watch?v=a6faZMLockU
Quando te vi, aquilo era quase o amor. Você me acelerou, acelerou, me deixou desigual. Chegou pra mim, me deu um daqueles sinais. Depois desacelerou e eu fiquei muito mais...
sábado, 20 de fevereiro de 2010
Turn it off, please!!
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