Eu sou a menina bacana, aquela que nenhum deles esquece, de quem todos sentem saudades e, de uma forma ou de outra, querem sempre manter por perto, de preferência, por toda a vida. Mesmo que seja só como amiga ou, para muitos, melhor que seja só como amiga, mas sempre por perto, sempre à mão, para lembrarem do passado, olharem os meus olhinhos vivos e ouvirem um pouco do meu riso fácil.
Quem não quer ter uma amiga bacana? Não importa que seja a sua ex-namorada, ela é bacana, e também leve, e tem a cabeça boa, moldada para não se assustar com o mundo, apta a não sentir ciúmes. Ciúmes!? Meninas bacanas não sentem ciúmes! Até porque, de alguma forma, todos eles já deveriam estar casados comigo e eu já deveria ter sido a mãe dos filhos, que muitos deles já tiveram com outras. Como ter ciúmes se a menina bacana está no pedestal platônico do inesquecível!? A menina bacana é para sempre. E ex-namorada que, além de bacana, é também amiga, merece, sim, pedestal! É coisa para poucas. As que vierem na seqüência que sintam ciúmes da menina bacana. E eles adoram os ciúmes que as atuais sentem, afinal, é bom saber que as outras sabem que você já namorou uma menina bacana. E que ela é sua amiga. Mesmo que eu nunca tenha desejado me casar com a grande maioria deles. Mesmo que eu nunca tenha sequer pensado em parir nenhum dos filhos deles. Mas, como sou bacana, em algum momento, todos quiseram ter uma mulher bacana ao lado, e dar aos seus filhos uma mãe igualmente bacana. Daí a razão dos ciúmes. Das outras. Que se ressentem com o fantasma da bacana, sempre em alta conta, sempre no tal pedestal.
Acontece que passou, não deu, já foi, não quis ou não quiseram. E a gente, eu e todos eles, superou, namorou, terminou, voltou, casou, separou, seguiu, para outro, outros, tantos!, que continuam me achando a menina bacana, e me olham com olhinhos nostálgicos, e me pedem para permanecer amiga. E eu permaneço. Sem muito pensar. Amiga. Por ser bacana? Não sei exatamente o porquê. Mas sigo amiga, e confidente e conselheira. E é justamente aí que escuto muitas coisas que não queria escutar. Porque ainda não era a hora de escutar, porque não sou tão bacana assim; porque não finjo ser; não quero ser; não me esforço para ser; posso até dizer que não gosto da palavra bacana; não mesmo!, e sinto ciúmes sim! Quem disse que não!? Chego a ser despeitada. Rancorosa. Sou g-e-n-t-e! Falível, bem falível, e detesto pedestais. Quem me por em algum, terá que estender a mãozinha para me ajudar a descer. Pronto. No chão é tão melhor. E não se assuste se tomar um tapão na cara, se receber um e-mail psicótico e ameaçador, se ficar plantado num restaurante enquanto eu me levanto da mesa e vou embora. Sozinha. Não se espante se eu nunca mais falar com você. Se virar a cara ao encontrá-lo. Peço desculpas a todos vocês, mas... eu nunca quis ser amiga de nenhum de vocês. E, definitivamente, eu não sou bacana.
Quem não quer ter uma amiga bacana? Não importa que seja a sua ex-namorada, ela é bacana, e também leve, e tem a cabeça boa, moldada para não se assustar com o mundo, apta a não sentir ciúmes. Ciúmes!? Meninas bacanas não sentem ciúmes! Até porque, de alguma forma, todos eles já deveriam estar casados comigo e eu já deveria ter sido a mãe dos filhos, que muitos deles já tiveram com outras. Como ter ciúmes se a menina bacana está no pedestal platônico do inesquecível!? A menina bacana é para sempre. E ex-namorada que, além de bacana, é também amiga, merece, sim, pedestal! É coisa para poucas. As que vierem na seqüência que sintam ciúmes da menina bacana. E eles adoram os ciúmes que as atuais sentem, afinal, é bom saber que as outras sabem que você já namorou uma menina bacana. E que ela é sua amiga. Mesmo que eu nunca tenha desejado me casar com a grande maioria deles. Mesmo que eu nunca tenha sequer pensado em parir nenhum dos filhos deles. Mas, como sou bacana, em algum momento, todos quiseram ter uma mulher bacana ao lado, e dar aos seus filhos uma mãe igualmente bacana. Daí a razão dos ciúmes. Das outras. Que se ressentem com o fantasma da bacana, sempre em alta conta, sempre no tal pedestal.
Acontece que passou, não deu, já foi, não quis ou não quiseram. E a gente, eu e todos eles, superou, namorou, terminou, voltou, casou, separou, seguiu, para outro, outros, tantos!, que continuam me achando a menina bacana, e me olham com olhinhos nostálgicos, e me pedem para permanecer amiga. E eu permaneço. Sem muito pensar. Amiga. Por ser bacana? Não sei exatamente o porquê. Mas sigo amiga, e confidente e conselheira. E é justamente aí que escuto muitas coisas que não queria escutar. Porque ainda não era a hora de escutar, porque não sou tão bacana assim; porque não finjo ser; não quero ser; não me esforço para ser; posso até dizer que não gosto da palavra bacana; não mesmo!, e sinto ciúmes sim! Quem disse que não!? Chego a ser despeitada. Rancorosa. Sou g-e-n-t-e! Falível, bem falível, e detesto pedestais. Quem me por em algum, terá que estender a mãozinha para me ajudar a descer. Pronto. No chão é tão melhor. E não se assuste se tomar um tapão na cara, se receber um e-mail psicótico e ameaçador, se ficar plantado num restaurante enquanto eu me levanto da mesa e vou embora. Sozinha. Não se espante se eu nunca mais falar com você. Se virar a cara ao encontrá-lo. Peço desculpas a todos vocês, mas... eu nunca quis ser amiga de nenhum de vocês. E, definitivamente, eu não sou bacana.
sensacional!!!
ResponderExcluirotemo Krix.
ResponderExcluirSabe que cansei de ser bacana, hahaha
Acho qeu homem gosta mesmo de mulher Malandra, na concepcao bossa nova. Homem de Malandra sim! o Inverso deixa ficou nos anos setenta.
Bjuuus