Li um texto da Patrícia Travassos (sempre lembro dela como aquela vampira maluca da novela Vamp...) publicado numa revistinha chamada BO.BÔ, cujo título é “Felicidade” e diz assim:
“O sonho de consumo de todo ser humano é ser feliz. Para isso gastamos fortunas comprando tudo em que venha agregado o selo da felicidade.
No entanto, nada do que consumimos ou desejamos nos faz permanentemente felizes. Nem o namorado novo, nem a promoção no emprego, nem a viagem à Europa. Para não nos depararmos com a decepção, estamos sempre substituindo desejos em busca do prometido estado eterno de felicidade. Ingenuamente, continuamos a nos ludibriar por comercias em câmera lenta, com mulheres lindas e suas bocas carnudas, e homens com barriga tanquinho, dizendo em um sussurro que, ao ingerir o suquinho sem gordura trans, zero de açúcar e 100% orgânico, você passará a fazer parte desse seleto grupo de look magro e felicidade extrema.
Eu já sei, por exemplo, que a felicidade de ter um carro novo, de uma determinada marca, por meses desejado, dura umas duas semanas. O apartamento lindo, decorado gracinha pelo arquiteto bombado da estação, e que sugou anos de poupanças e investimentos, dura uns seis meses. No sétimo já estamos infelizes, zanzando entediados pela 'casa cor'. O vestido novo tão cobiçado, comprado em cinco vezes sem juros no cartão, e que era a coisa mais deslumbrante do mundo, em pouco tempo está fora de moda e esquecido no fundo do armário.
Mesmo assim continuamos achando que podemos adquirir, comprar, mandar fazer felicidade. Nem que ela seja breve, volátil, passageira.
Mas no fundo sabemos que felicidade é uma coisa que vem de dentro de você. É uma percepção, uma constatação, um estado de espírito que te dá uma sensação de plenitude e que torna a vida mais divertida, fácil, engraçada. E que faz a gente entender e aceitar tudo. A vida, a morte, o cosmos, o big bang, o outro. E, mesmo quando esmorece, fica a memória da experiência vivida. Um lugar dentro da gente que passa a existir, e para onde sempre podemos voltar.
Adquirir alguma coisa que há muito se almeja pode até dar uma satisfação momentânea, mas sabemos que é isso é só distração, brincadeira. Felicidade mesmo, aquela de raiz, não acontece no mundo. Acontece no coração.” (Grifei, tá!?).
Eu acho que é por aí...
“O sonho de consumo de todo ser humano é ser feliz. Para isso gastamos fortunas comprando tudo em que venha agregado o selo da felicidade.
No entanto, nada do que consumimos ou desejamos nos faz permanentemente felizes. Nem o namorado novo, nem a promoção no emprego, nem a viagem à Europa. Para não nos depararmos com a decepção, estamos sempre substituindo desejos em busca do prometido estado eterno de felicidade. Ingenuamente, continuamos a nos ludibriar por comercias em câmera lenta, com mulheres lindas e suas bocas carnudas, e homens com barriga tanquinho, dizendo em um sussurro que, ao ingerir o suquinho sem gordura trans, zero de açúcar e 100% orgânico, você passará a fazer parte desse seleto grupo de look magro e felicidade extrema.
Eu já sei, por exemplo, que a felicidade de ter um carro novo, de uma determinada marca, por meses desejado, dura umas duas semanas. O apartamento lindo, decorado gracinha pelo arquiteto bombado da estação, e que sugou anos de poupanças e investimentos, dura uns seis meses. No sétimo já estamos infelizes, zanzando entediados pela 'casa cor'. O vestido novo tão cobiçado, comprado em cinco vezes sem juros no cartão, e que era a coisa mais deslumbrante do mundo, em pouco tempo está fora de moda e esquecido no fundo do armário.
Mesmo assim continuamos achando que podemos adquirir, comprar, mandar fazer felicidade. Nem que ela seja breve, volátil, passageira.
Mas no fundo sabemos que felicidade é uma coisa que vem de dentro de você. É uma percepção, uma constatação, um estado de espírito que te dá uma sensação de plenitude e que torna a vida mais divertida, fácil, engraçada. E que faz a gente entender e aceitar tudo. A vida, a morte, o cosmos, o big bang, o outro. E, mesmo quando esmorece, fica a memória da experiência vivida. Um lugar dentro da gente que passa a existir, e para onde sempre podemos voltar.
Adquirir alguma coisa que há muito se almeja pode até dar uma satisfação momentânea, mas sabemos que é isso é só distração, brincadeira. Felicidade mesmo, aquela de raiz, não acontece no mundo. Acontece no coração.” (Grifei, tá!?).
Eu acho que é por aí...
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