sexta-feira, 22 de maio de 2009

Um clichê muito do bom!

Esse “brog” nasceu com inequívoca vocação para a felicidade. Se a gente ria da gente mesma, por que não compartilhar esse riso com outras pessoas? Se as histórias eram boas, por que então guarda-las só pra gente? Mesmo com tudo sendo clichê! Ou você quer coisa mais clichê do que mulher nos seus trinta e poucos, ainda solteira e solta na pysta; que trabalha como gente grande; vai da feira ao baile; cansou de esperar ou, talvez, nunca tenha esperado? Na minha humilde concepção, mais clichê impossível!
Somos um fenômeno em massa do séc. 21! Conseqüência inequívoca de um mundo pós-feminista! Nós somos o futuro no presente, objeto de estudo, de análise, livros, filmes e seriado. Os cientistas devem olhar pra gente e pensar “hummmm.... então foi isso que aquele suplemento alimentar colorido e vitaminado fez com as menininhas nascidas nos anos 70!?!?!?!?” Ou seja, de tão comum, o nosso comportamento tornou-se repetitivo, mas isso não impede que os nossos contos e causos sejam únicos e, melhor ainda, sejam nossos!
E da onde surge tanto assunto? Bom, é que tem uma hora que você, simplesmente, deixa de panicar. Por isso considero os 30 uma idade mágica. Ninguém sofre mais por ainda não ter casado, procriado, essas coisas que vêm embaladas em sonhos e bolinhas de sabão. Você se dá conta que a vida segue e segue linda!, e que, tirando bem as medidas, você ainda cabe direitinho nos seus shortinhos (* um dia, explico direitinho essa história de ainda caber nos seus shortinhos...), ou seja, você continua a mesma: tão jovem quanto, tão animada quanto, tão disposta quanto, com menos tolerância para ressacas, é fato, mas com muito mais dinheiro! Lei das compensações, sempre...
Mas como isso aqui não é um livro, nem um filme, nem, muito menos, um seriado, tem semanas que não há muito o que contar. Semanas como essa, sem acontecimentos auspiciosos, sem phestas phynas, sem dates suspirentos... É quando o lado purpurina dourada das nossas vidas fica comprometido pela porção trabalhar como gente grande. Porque quem não tem com quem dividir contas, arca com elas sozinha. E ainda tem que sobrar para a champanhe do final de semana! Ou quando a TPM toma conta do seu corpo e faz de você uma possuída. Daquelas que mata o primeiro que olhar atravessado e chora, sem parar, no casamento do Ravi com a Camila. Ou, ainda, quando por mais que você se cuide, o seu pescoço cisme em travar e a impeça de sair para a vida. É nessa hora de nada para fazer que baixa a tal da Louca, criando histórias absurdas, especialmente quando você resolve fuçar a página de relacionamentos do seu Pryncype e descobre comentários de paquera, trocados com zinhas quaisquer! Para completar, as suas férias ficam ameaçadas pelo tal do lado trabalho duro da vida e a sua empregada decide desaparecer, sem aviso prévio!
Por tudo isso, I’m so sorry pela falta de glamour da semana, mas... vida real contada em tempo real é assim mesmo, portanto: welcome to ourlives! Só prometo que não perderemos a graça, nunca...

Um comentário:

  1. vcs nao perdem a graça nunca!
    real life is real life, e vcs mostram isto com uma originalidade impar, vcs nao tem nada de cliche babies!! nada de cliche! e ainda acho que este blog vai dar filme! livro, etc!
    Beijão

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