Formosas da minha vida,
Foi assim que se deu: passada a quarta-feira de cinzas, fui encontrar as amigas para papo e atualizações pós-carnaval. Quem passou no SPA pede taça de vinho e se entorpece com dois goles, quem viveu um pancadão em algum lugar desta terra onde se plantando tudo dá, fica na aguinha, com gás, gelo e limão, por favor.
Papo vai, papo vem, nenhuma das presentes conseguia disfarçar a tensão de uma quinta-feira pós-carnaval. Gente, é dia muito importante! Essa quinta-feira, que pode até passar despercebida para desavisados de plantão, foi feita para checar contatos! Claro! A gente mantém os angariados durante a festa e retoma os que ficaram suspensos pelos quatro dias onde, infelizmente para eles (contatos), tudo pode ter acontecido, inclusive, terem esquecido da sua existência...
E qual é a melhor maneira de manter ou retomar um contato em plena quinta-feira de decisão? Mandar ou receber uma infalível text message! Eu amo text message, não há meio de comunicação mais limpo, rápido, discreto e eficaz! Sem contar com a falta de comprometimento, afinal, a gente sempre pode ter errado o destinatário, não é mesmo?
Feita a introdução, vamos começar a arrancar os cabelos. Digo isso porque até mesmo comunicação descomprometida tem regra de uso... Foi o que descobriu G... Após ter sido acionada (oba!), ainda na quarta de cinzas, por moço que passou carnaval familiar em Pirinópolis (poucas chances de tudo ter acontecido para ele...), G respondeu fofamente ao chamado e ficou na espera da resposta, que não chegava! Para controlar a ansiedade em mandar uma nova (estritamente proibido mandar duas seguidas sem nenhuma resposta no meio!), foi preciso fincar suas longas unhas vermelho 40 graus em um pedaço de madeira. Só assim ela se manteve longe do celular. G, você já conseguiu passar na manicure? E o moço? Respondeu? Conta!
Enquanto isso, S, que já aliançou o seu contato de carnaval para toda uma vida (figa amiga, figa!), me dava as últimas do MEU contato pré-carnaval. Eu descobri, simplesmente, que o cidadão, após divertido festejo de momo (onde definitivamente tudo aconteceu!), seguiu para lua-de-mel no Oiapoque, levando uma índia na bagagem! Não é muito desaforo? Fiquei inconformada! Fizemos reunião e a conclusão foi a seguinte: ele avisou para você da semana acompanhada no Oiapoque? Para mim também não! Qual foi a solução encontrada para azedar (só um pouquinho...) o mel da lua e dizer oi, eu existo e continuo lindha!? Text message para ele também! Após discutirmos o texto, o tom e o objetivo da mensagem e chegarmos à conclusão que não aplicaríamos a teoria da Cíntia e não faríamos pergunta (a teoria da Cíntia merece um post exclusivo...), apertei a teclinha e... mandei!
E é justamente por isso que eu amo esse meio de comunicação, em plena selva, no meio do Oiapoque, provavelmente enquanto a índia catava coquinho, o cidadão encontrou um tempinho e me respondeu! Fofamente! Eu a-mei e aguardarei, serena e plácida, as cenas dos próximos capítulos.
Tudo isso para dizer que a minha quinta keep in touch foi executada com êxito. E a de vocês?
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